quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O pior amigo do homem


O pequinês morde???

Quanto tempo não adentra uma casa de subúrbio e se depara com essa questão?
A televisão vive lamentando a extinção dos orangotangos, mas pouca gente se preocupou com a extinção da antipática raça de cãezinhos nervosos. Latido estridente, vendido a preço de banana, não existia casa que na possuía seu pequinês no quintal. Virou mania, quase uma praga temperamental que saboreava vez por outra a batata da perna de um visitante. Apesar do tamanho os dentinhos vampirescos que insistiam fora da boca era a forma de impor respeito.
Não sei qual mistura genética originou esse bibelô vivo das copas residenciais, sei que não deu certo. O infeliz convivia com uma doença assustadora que fazia cair um olho depois de certa idade. Então o exótico pulguento que já não gozava de aparência vistosa se transformava em um pedaço de capeta que assustava até revolver. Resumindo, não sei por qual motivo aconteceu o fim da espécie, só sei que o pequinês sumiu do mapa. O que restou para os saudosos foi buscar consolo nas réplicas de cerâmica de gosto duvidoso, vendidas nas lojas de um e noventa e nove.

8 comentários:

  1. No meu caso, não sou saudosa em relação a esta raça e nem me penaliza a sua extinção, já que me lembro, de, aos três aninhos, ter tido o meu dedo polegar totalmente mordido por uma criatura dessas...
    Um beijo, Karina.

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  2. Este artigo está totalmente errado o pequinês é um cão sadiu sem doenças cabulosas da imaginação fertíl de pessoas desocupadas e sim é fato científico que a mestisagem do pequinês gerou exemplares defeituosos e feios ,porém a raça original aida é presente no brasile no mundo em menor quantidade claro.

    Bjs Carlos

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  3. kkkkkk... muito bom!! me recordo exatamente assim desse bicho, tadinho.. rsrsrs
    vc escreve muito bem! :)

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  4. Eu tive uma cachorrinha dessa raça, a Tchutchi!
    Achei que a pobrezinha tinha sido doada para uma vizinha quando nos mudamos da casa grande em Parada de Lucas para o apartamento pequeno na Ilha do Governador. Melhor assim- disse minha mãe - ela vai continuar vivendo num belo quintal - insistia em me consolar. Acreditei nisso e parti conformada para a novidade de morar perto da praia(sim, naquela época a Ilha ainda tinha praia no lugar de esgoto)
    Anos depois, já adulta, a bruxa da mulher do meu tio, ouvindo esse relato sobre a mudança para a Ilha e a doação da cachorra, contou-me com requintes de crueldade: A tchutchi? Casa da Dona Elvira? (risadinhas maldosas) Ai, Adriana, vc não sabe? Seu tio deu ré em cima da cabeça da cadela e ela nem morreu na hora...tiveram que sacrificar! Esconderam isso de você porque você era louca por ela, mas agora eu conto. Conto mesmo!!
    VACA!!!!! Me fez chorar uma hora inteira pela cachorra e pelo sentimento de ter sido enganada...fora o choro de raiva por conta da maldade dela!
    E ria da minha cara, debochava: deixa de ser louca, garota, isso já foi há tanto tempo!
    Depois ninguém entende porque, anos depois, eu acabei com a raça dela no meio do bloco de carnaval. Essa tinha sido só uma de suas inúmeras maldades.

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  5. Todos esses comentários são despreziveis, o pequines... só reagi as ações do homem, deve ser por esse motivo que ele usava os dentes afiados ou latidos ardentes... para espantar o que estava assustando ele.
    Cientificamente falando, o pequinês é uma raça das mais confiáveis e dóceis. Assim, acho que temos raçs muito piores que todos os dias são notícias dos jornais... nunca ouvi falar que pequines arrancou alguma parte do corpo de alguém ou que levou um ser humano a óbito. De fato, o alvo das criticas está errado...

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Anônimo, vem aqui me dar um abraço...chega de mágoa, não chore, você não é o único que provevelmente teve uma triste história com um cãozinho desses.

    ahahahahahahahahahahahaha

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  8. Vão estudar a raça, se informem dos padrões antes de confundir um cachorro amado até por Buda com misturas de raças de rua. O pequinês é lindo, altivo, late pouco e respeita as pessoas e caríssimo (os puros) diga-se de passagem. Não sei em que século você vive, mas com certeza não é o mesmo que nós, seres humanos! Ou, com certeza não teve dinheiro para comprar um quando criança e agora fica aí, todo recalcado. Vê se procura um terapeuta ou quem sabe um psiquiatra!

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